Estou entre histórias… Para refletir…

… A antiga já se foi e a nova está apenas começando a tomar forma. Quando temos uma história com a qual estamos fortemente identificadas, quer gostemos da história quer não, é difícil se manter acordado, observar os pensamentos e sentimentos sem deixá-los ditar nossas ações. Ter uma história clara (fixa) sobre quem nós somos dificulta uma espera que deixa surgir ações que vêm desde a experiência profunda e vazia de ser quem somos agora. A história clara (fixa) sobre quem nós somos faz com que seja difícil deixar surgir ações que possam ser inconsistentes com aquilo que a história nos diz a respeito de como devemos nos mover.
(Oriah Mountain Dreamer)

Cuide da sua criança interior

Um desses selinhos que correm pelas redes sociais me chamou a atenção; ele dizia algo mais ou menos assim “que saudade da minha infância… na qual a única preocupação que eu tinha era a de escolher o lápis para pintar um desenho”. Percebi que a maioria das pessoas que comentaram, compartilhavam da mesma opinião; isso me fez refletir sobre o assunto e me perguntar o que será que faz com que essas pessoas sintam falta de algo que já passou sem perceber a beleza que existe no agora.
Se a idade adulta não está satisfatória, onde foi parar essa criança? Durante sua trajetória de crescimento e amadurecimento, em que momento sua espontaneidade parou de fazer parte de sua vida? Levantei algumas hipóteses, compartilhei com algumas pessoas esse meu questionamento e percebi algumas semelhanças com o que vinha pensando.
Realmente, crescer tem suas responsabilidades, mas responsabilidades nós temos desde crianças. Desde que cor escolher para pintar um desenho como dizia no selo até arrumar o material para ir à escola e cumprir as tarefas de casa. Vale ressaltar a importância de se vivenciar tais responsabilidades impostas a cada fase do desenvolvimento e em muitos casos, é exatamente o contrário o que acontece.
Com isso, dois pensamentos ficaram fortes em mim, o primeiro que me veio, foi acreditar que o sistema familiar no intuito de cuidar tão bem dos filhos, em alguns momentos pode vir a prejudicar, seja pela falta ou pelo excesso de cuidados, podendo proporcionar um comprometimento no processo de amadurecimento da criança e/ou adolescente. De repente esse adolescente ou até mesmo o jovem adulto se vê perdido; sendo cobrado pela sociedade e pela família para escolher uma profissão, a ter responsabilidades, atitudes, etc.
Não digo que o passado deva ser esquecido, pelo contrário, é muito saudável recordar situações  que nos trazem emoções positivas, mas tais situações podem e devem ser vivenciadas também no decorrer da vida. Vamos viver o presente!
Mas nem tudo está perdido, caso tenha feito escolhas que tenham trazido resultado pouco satisfatório, faça uma reflexão na forma que tem ocorrido. Pense no que você deseja e reflita se esses desejos são realmente seus ou se está reproduzindo os sonhos de outras pessoas. Lembre-se que sempre está em tempo de ser feliz!
Psicóloga Soraya Farias

Dicas de como estudar – Aprendendo a aprender

O estudo é um trabalho que necessita de ferramentas capazes para facilitar o processo de aprendizagem.

Uma metodologia de estudo pode ser uma grande ajuda, pois, quando utilizada adequadamente, o aluno obtém sucesso.

Não existe um único método de estudon, nenhum método é ideal para todas as pessoas. Cada pessoa, a partir de sua personalidade, vai descobrindo a forma mais eficaz de aprender novos conteúdos.

É bom lembrar que todo assunto novo é aprendido por associação de conhecimentos anteriormente apreendidos, daí a importância de estar sempre em dia com suas tarefas.

É preciso, portanto, criar uma metodologia própria, conciliando estudo, lazer e outras atividades, sem esquecer algumas observações fundamentais:

Local:

 

Deve ser bem iluminado, bem ventilado e sem excesso de estímulos visuais ou sonoros.Separe bem seu local de trabalho do seu local de lazer.

Tenha sempre em mãos sua agenda e seu material didático.

Tempo:

 

Procure estudar num horário mais ou menos fixo, para que você crie o hábito de estudo.Não estude durante longas horas. Faça pequenas pausas.

Controle e respeite seu horário de estudo. Agindo assim, você evitará o cansaço provocado por tarefas e estudos intensivos de última hora.

Aulas:

 

Participe das aulas, fique atento, mantenha-se concentrado, anote os pontos mais importantes, pois isso vai ajudá-lo a visualizar melhor a matéria e facilitar a leitura e o estudo em casa.Procure tirar as dúvidas na aula. Evite acumulá-las.Estudar, realmente, é um trabalho difícil. Exige disciplina a qual se adquire a partir de uma prática.

Aproveite melhor suas horas de estudo de forma planejada, organizada e determinada.

 

Se precisar de ajuda, procure orientação com seus professores, coordenadores, psicólogos ou mesmo com seus pais. Esses podem ajudá-lo a organizar suas atividades e melhorar seus estudos.

 

Orientação de Estudo.

Você gosta de ler?

SIM ( )
Parabéns! Você tem a condição básica para elaborar um método de estudo adequado às suas necessidades.
Procure aproveitar a orientação de seu professores, pais, coordenadores, psicólogos e amigos que também gostam de ler.
NÃO ( )
Pense: ler é uma atividade básica para o estudo.
Procure descobrir assuntos de que você goste, valorizando qualquer tipo de fonte: revistas, jornais, internet, romances etc…

Estudar é aprender, leia e interprete com suas palavras tudo que está sendo lido.

O saber e a cultura são os bens mais preciosos de um indivíduo e de um povo. Vale a pena investir neles muito esforço pessoal, daí a importância de um bom método de estudo. O uso adequado desse método lhe proporcionará mais segurança no seu estudo, senso crítico mais apurado, melhor capacitação profissional, além de diminuir sua ansiedade frente às verificações, pois estudando um pouco a cada dia, você diminuirá a carga de estudo às vésperas das provas.

O método é um caminho que facilitará a realização e o êxito de uma atividade. Todo método deverá estar de acordo com a atividade e seus objetivos.

Foram elaboradas algumas sugestões que poderão ajudá-lo no seu estudo, tanto em sala de aula como em casa. Observe que tudo depende de sua participação e organização.

Use todos os sentidos:

A repetição estimula a memória. Procure prestar atenção às aulas, ler a matéria em voz alta, anotar informações mais importantes e discutir o conteúdo com os colegas. Com isso você grava as informações por meio de vários sentidos, facilitando o aprendizado.

Não espere a matéria acumular:

Esteja sempre com a matéria em dia. Se a matéria acumular, você vai ser obrigado a fornecer muitos dados à sua memória em pouco tempo. Desse modo, as informações não ficam retidas no cérebro e logo são esquecidas.

Adote o método das associações:

 

Crie associações entre aquilo que precisa aprender e fatos importantes da sua vida. Isso vai fazer com que você se lembre com mais facilidade do que aprendeu.

Procure, pois, criar o seu próprio método de estudo, preocupando-se com sua formação profissional futura, mas também com seu crescimento e desenvolvimento como pessoa, nos seus diversos aspectos: intelectual, cultural, esportivo, recreativo, religioso e sócio-afetivo. Lembre-se sempre de que não se aprende para a escola e sim para a vida!

Para que estudar?

 

Estudamos para melhorar nosso desempenho na vida escolar, nas avaliações, na vida profissional e, principalmente, para desenvolver a capacidade de pensar por conta própria.

Veja como você pode fazer para aproveitar melhor o estudo:

  1. Estudar mais a disciplina que menos gosta. Estudar aquilo que se gosta é prazer: trabalho é aprender o que parece difícil;
  2. Distinguir “não gostar do professor” com “não gostar da matéria”.
  3. O medo de tirar nota atrapalha no estudo. Não estudar por nota, estudar porque ficará diferente e melhor;
  4. Ninguém aprende nada sem se interessar. Procurar criar interesse. Uma pessoa inteligente descobre interesse nas tarefas mais enfadonhas;
  5. Caso esteja com problemas pessoais, não se culpar por não conseguir estudar. Procurar aconselhar-se com alguém;
  6. Não estudar com freqüência as matéria mais parecidas, uma pode atrapalhar a outra. Intercalar Português com Matemática, Física com História etc. A mudança de método é uma forma de descanso mental.
  7. Fazer da escola um lugar de orientação. Estudo mesmo é o que se faz por conta própria. Não coloque toda a responsabilidade pela compreensão de conteúdo nas mãos do professor, o máximo que ele pode fazer é orientar;
  8. Organizar um horário não só para estudos, mas para todas as atividades;
  9. Criar também um ambiente de estudo, não deixar que as circunstâncias atrapalhem o trabalho;
  10. Fixar o lugar e as horas em que estuda, isto ajudará a obter concentração e transformar-se-á em hábito.

FONTE: UNIFEV – Centro Universitário de Votuporanga

Frustração – o que fazer quando algo que desejamos não se realiza?

Quando desejamos algo, criamos expectativas em relação ao nosso objeto de desejo, mas e quando o que esperamos não se realiza? Como lidar com essa situação?Essas perguntas me fizeram refletir sobre o assunto e percebi que algumas pessoas, (para não dizer a maioria) encontram dificuldades em lidar satisfatoriamente com a situação. Estou falando da frustração. Mas o que vem a ser isso? De acordo com o Minidicionário da Língua Portuguesa, é um substantivo feminino, que vem do verbo frustrar e que significa “1. Desiludir, decepcionar. 2. Anular, inutilizar. P. 3. Malograr-se, fracassar.” Percebo como cada vez mais as pessoas se encontram despreparadas emocionalmente para lidar com situações adversas e deixo aqui o meu convite a reflexão.

A sociedade da qual fazemos parte funciona a mil por hora e um número significativo de pessoas buscam fugir de tudo que desagrada, visando apenas a felicidade e a constante satisfação. Em alguns casos, buscam na medicalização – indevida – respostas para suas questões pessoais. Com isso, é importante perceber a diferença de valores que antes eram respeitados e que atualmente encontram-se desvalorizados por muitos, é o caso da educação. A charge abaixo representa bem toda essa mudança.

 

É na infância, que a criança começa a lidar com a frustração e os pais são fundamentais nesse processo educativo, auxiliando a criança a adquirir um comportamento emocional saudável, transmitindo a esse ser em desenvolvimento o que é essencial, aceitável e adequado para conviver em sociedade. Saber lidar com a frustração nos torna mais aptos a lidar melhor com o outro e com as situações que ocorrem durante a vida e esse processo está em constante desenvolvimento.

Muitos pais confundem educar com criar seus filhos a partir do momento que:

– Fazem tudo o que os filhos pedem com medo de perder seu amor;

– Cedem diante da insistência dos filhos;

– Defendem os filhos mesmos que estejam errados;

– Prometem castigos e não cumprem;

– Fazem pelo filho algo do qual já são capazes de fazer sozinhos;

– Abrem mão de tudo para satisfazer os filhos.

Nesse sentido, é preciso estar atento à forma de contato que se estabelece com o outro e com o meio, não cabe justificar sua maneira de ser, na educação que obteve dos pais. Digo isso, pois é muito comum responsabilizarmos o outro, sem assumirmos nossa cota de responsabilidade.

Não significa que não tendo aprendido a lidar com a frustração enquanto criança, a pessoa esteja impossibilitada de aprender quando chega à idade adulta. Costumo dizer que só paramos de aprender quando morremos, temos a possibilidade de evoluir sempre! Enquanto adultos, como lidar com eventos frustrantes? A frustração se apresenta em vários níveis, de acordo como a pessoa percebe o evento. Vale lembrar que uma pessoa pode tirar de letra e assimilar tranquilamente uma situação, enquanto outra passa pelo mesmo evento e sente muita dificuldade emocional para lidar com a situação.

Existe um ditado popular que diz o seguinte: “Se a vida te oferecer um limão, faça dele uma limonada”. E é mais ou menos assim, você tem o poder de fazer com o seu limão o que quiser. Em vez de ficar se lamentando e dizendo: – Porque isso aconteceu comigo? Pense no que você pode fazer a respeito, que aprendizagem você pode tirar da situação. Existem pessoas que preferem remoer o passado a seguir em frente. Remoer o passado envenena nossa alma, deixa-nos engessados e paralisa nossa vida. Aprenda a colocar o foco na solução em vez de ficar remoendo o problema!

Psicóloga Soraya Farias

VII Mostra de Estágio na UERJ

Nos dias 24 a 26 de maio de 2011 ocorreu a VII Mostra de Estágio na UERJ. Esse evento acontece todo ano e teve a participação de grandes empresas do cenário brasileiro. Para os jovens que estão pensando na escolha profissional, esse é um evento de suma importância, pois além de estarem numa universidade, eles tem contato com diversos profissionais, através de palestras e workshops.

A temática desse ano foi: “A equação do futuro”, abordando temas como: empreendedorismo, gestão e inovação, as características e competências necessárias para o mercado de trabalho atual, mitos e verdades sobre o processo seletivo, a importância da orientação profissional, planejamento profissional, oficinas artísticas, oportunidades de estágios e muitos outros.

Este ano estive presente ao evento a convite de Eliseu de Oliveira Neto, Diretor Geral do Grupo de Pesquisa e Prática Clínica Orientando para coordenar junto com a pedagoga Stela Almeida o workshop com o jogo Profissiogame, que tem ele como um dos autores.

O jogo tem como objetivo ampliar as possibilidades de escolha do jovem, proporcionando maior contato com a realidade profissional, de forma lúdica e prazerosa. Percebe-se também que quanto mais o jovem entra em contato com as profissões, mais seguro ele fica para escolher, trabalhando concomitantemente seu autoconhecimento. O jogo não é um fim, mas um meio de se chegar a uma escolha mais pautada com a realidade atual.

Se você ainda não participou, seja profissional ou estudante, não fique chateado, pois esse evento ocorre anualmente e cada vez tem ficado melhor. Fica a dica!

Quando não posso ouvir…

Desagrada-me não poder ouvir a outrem, não o compreender, se é apenas uma deficiência de compreensão, uma falta de atenção ao que me está sendo dito, ou certa dificuldade de entender as palavras,, então não me sinto mais que um ligeiro descontentamento comigo mesmo.

Mas o que realmente desgosto comigo é não poder escutar outra pessoa porque já estou, de antemão, tão certo do que ela vai me dizer que não lhe dou ouvido, só posteriormente verifico não ter prestado atenção senão ao que já decidira que ela ia me dizer. Na verdade, deixei de ouvir, pior que isso, são as vezes em que não posso escutar uma pessoa porque o que está sendo dito constitui uma ameaça para mim, com risco até de mudar minhas opiniões ou o meu comportamento. Ou, pior ainda, quando me descubro a tentar distorcer sua imagem, a fim de fazê-la dizer o que eu quero que diga, só escutando isso.

Coisa um tanto sutil, e é surpreendente a habilidade que tenho quando faço isso. Exatamente por deformar um pouco suas palavras, por distorcer, um mínimo o que ela pretende significar, posso tornar evidente que não só ela diz o que eu queria ouvir, mas se mostra a pessoa que eu quero que ela seja, e só quando verifico, através do seu protesto ou do meu gradual reconhecimento de que estou a manipulá-la, sutilmente, que fico desgostoso de mim próprio. Sei também por haver estado do outro lado, o quanto é decepcionante ser tido por aquilo que não é, ser ouvido como se estivesse a dizer o que não se disse ou não se pretendeu significar. Preciso me desvincular do meu juízo de valor para, ter liberdade para aprender.

FONTE: Carl Rogers – Liberdade para aprender

Pão com Manteiga

Conta a história de um casal que tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata. A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: “Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida”.
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: “Muito obrigado por este presente, meu amor… Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!”Moral da história:

1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe…

2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você….

3. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.

4. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho.

PS: Tão simples como um pão com manteiga!

Fonte: texto recebido por e-mail de autoria desconhecida

Depressão na adolescência

Não pensava em escrever sobre esse assunto no momento, mas acredito que nada aconteça por acaso, e depois que uma aluna entrou em contato comigo por telefone querendo fazer uma entrevista para o trabalho dela sobre esse assunto, esse fato me chamou a atenção. Primeiro porque esse tema estava sendo tratado na escola e segundo pelo interesse da mesma em procurar saber mais sobre o assunto.

Em minha opinião, a adolescência por si só já é uma das fases mais difíceis na vida de uma pessoa; afinal é uma fase de transição da infância para a fase adulta, no qual ocorre o desenvolvimento biológico e social.

Além disso, a depressão na adolescência nem sempre foi reconhecida como uma doença, pois acreditavam que tanto a criança quanto o adolescente não tinham motivo para terem esse problema. Hoje, esse pensamento já mudou, mas observa-se uma grande dificuldade em diagnosticar, visto que alguns sintomas se confundem com as características ocorridas durante o desenvolvimento do adolescente. A partir daí, farei uma apresentação sobre o transtorno depressivo e ao final, destacarei as diferenças no transtorno depressivo na adolescência.

A depressão, conhecida como a doença do século, tem sido um tema abordado desde a antiguidade. Acreditava-se que o temperamento do ser humano era observado através da teoria dos humores, desenvolvida por médicos gregos no qual de acordo com os fluidos corporais, era possível perceber que humor a pessoa tinha. No caso da depressão, acreditava-se que o excesso de bile negra era o causador da doença. Essa teoria serviu para que ocorresse a substituição do olhar da mitologia para a biologia, abrindo espaço para o trabalho clínico.

Até hoje, percebo o uso da palavra depressão no senso comum, ainda muito utilizada para nomear momentos de tristeza. É importante saber diferenciar, pois a tristeza é um sentimento adaptativo que ocorre quando não estamos bem e no caso da depressão, não importando o que desencadeou, o humor será sempre o mesmo.

Para caracterizar o estado depressivo, não basta estar triste. É necessário apresentar sintomas psíquicos, fisiológicos e comportamentais.

– Sintomas psíquicos: sentimento de tristeza, autodesvalorização, sentimento de culpa. Ideação suicida, ausência de sentimento de prazer, ausência de energia, dificuldade em tomar decisões e em se concentrar.

– Sintomas fisiológicos: alteração no sono (insônia ou sonolência durante o dia), alteração do apetite (comer em excesso ou não sentir fome), redução do interesse sexual.

– Sintomas comportamentais: retraimento social, crise de choro, comportamentos suicidas, lentidão ou agitação psicomotora.

Além de conhecer os sintomas característicos da doença, é importante diferenciar o transtorno depressivo unipolar do bipolar. O unipolar pode ser dividido em transtorno depressivo maior (TDM), que pode ocorrer em um único episódio ou ser recorrente e apresenta sintomas de dor e cansaço; tendo pelo menos quatro sintomas e no mínimo duas semanas de duração. O transtorno distímico apresenta uma menor intensidade, e um estado de humor depressivo presente durante boa parte do dia, quase todos os dias, por no mínimo dois anos. As queixas são de cansaço, desânimo insatisfação e, apesar de menor intensidade, pode ser igualmente grave devido aos prejuízos que a pessoa apresenta em sua vida.

Na adolescência, os sintomas são mais ou menos os mesmos, mas além dos que foram citados, observa-se irritabilidade exagerada, isolamento e maior sensibilidade às críticas. É importante ficar atento, pois esses sintomas ao passarem despercebidos podem acabar ocasionando outros distúrbios, entre eles distúrbios alimentares, abuso de álcool e drogas, problemas na escola, baixa auto estima, comportamento de risco, violência, suicídio, automutilação e uma busca maior pela internet.

Uma das perguntas que os jovens fizeram e que me chamou a atenção foi a seguinte: “O que os pais e professores podem fazer a respeito?” Penso que tanto a família quanto a escola podem acolher esse jovem e tratá-lo com mais afeto e compreensão, mas acima de tudo, não deixar de procurar ajuda profissional, pois em alguns casos, é necessário até o uso de medicação e por melhor que seja a intenção que os familiares e a escola tenham, eles não estão preparados para atuar terapêuticamente.

Psicóloga Soraya Farias

Orientação Profissional e o Mercado de Trabalho

Uma música do grupo Legião Urbana não sai da minha cabeça. É a música “Tempo perdido”, que tem um trecho que diz assim ” (…) sempre em frente, não temos tempo a perder (…)”, sua letra é da década de 80, e nessa época, a letra diz que o jovem tem todo tempo do mundo. Será que ainda hoje, o jovem se percebe desta forma? Hoje, mais de vinte anos depois, o jovem está inserido em outro contexto, no qual mudanças ocorreram com tamanha rapidez, sendo a globalização e o grande avanço tecnológico marcos dessas mudanças. A impressão que tenho é que os jovens se sentem perdidos diante de tantas cobranças impostas pela família e pela sociedade. Sociedade esta, que impõe que o mínimo é que se faça uma faculdade; muitas vezes sem importar qual o curso a seguir, sendo importante apenas ter um diploma de nível superior. Não que os jovens da década de oitenta não tivessem cobranças, mas era uma época que o mínimo era ter o segundo grau completo; o atual ensino médio era a exigência. As expectativas de um grupo de orientação profissional que participei recentemente, composto de adolescentes do 2º e 3º ano do ensino médio, eram em sua maioria fazer a diferença para o mundo. Pensar em escolher uma profissão com o intuito de fazer a diferença para o outro é algo muito bonito, mas pergunto-me onde os jovens colocam seus sonhos, desejos e expectativas para a vida?
Até então, estou falando apenas da escolha frente ao vestibular, mas vale ressaltar também o grande número de jovens que desistem do curso no meio do caminho ou aqueles que terminam o curso e atuam em outras áreas de trabalho. Percebo que a orientação profissional é um grande aliado no crescimento desses jovens e adultos, não só no que diz respeito à escolha de uma profissão, mas também em levantar reflexões acerca do mercado de trabalho e na criação de estratégias que possibilitem sua atuação na área desejada.

Adolescência

Ao falar sobre a adolescência para um público adulto, gosto de pedir que fechem os olhos e façam uma viagem ao passado. Voltem no tempo e recordem os momentos vividos, as pessoas que fizeram parte de suas vidas; que lembrem o que gostavam de fazer, o que sentiam, a música que tocava na época, etc. Na maioria das vezes, existe um grande número de adultos que percebem o quanto deixaram para trás fatos dessa fase da vida. Percebem as diferenças existentes entre as épocas vividas e muitas vezes, essa percepção do adulto já facilita o diálogo e a compreensão com o adolescente.
Mas o que é a adolescência? Adolescência é a transição entre a infância e a fase adulta. Quando começa e quando termina ninguém sabe ao certo, pois existe uma variação; e de acordo com alguns autores, pode ocorrer entre os 11 e 20 anos de idade aproximadamente. Em nossa cultura, a adolescência acaba sendo tardia, pois se considera que o jovem entre na idade adulta após sua inserção no mercado de trabalho; e também pelo fácil acesso a informação e/ou por questões sócio-econômico-culturais, enfim, não existe um único fator determinante.
Um dado curioso é que a adolescência só passou a existir por volta do século XIX, com a Revolução Industrial; onde a educação foi estendida por mais tempo, visando a preparação para o trabalho. Com isso, o adolescente passou a ficar mais tempo com a família, só saindo de casa para casar.
Outro fator que vale ressaltar, é o pensamento de que todo adolescente passa por “crises”, vivem em “conflito” ou que são um “problema”. É preciso refletir que “crises, problemas e conflitos” são esses, tendo em vista que nem todos os jovens são iguais.
E compreender também que este é um momento em que ele passa por uma série de mudanças, inclusive hormonais, no qual seu ritmo biológico é alterado, passando a apresentar mais disposição no turno da noite, o que pode acabar gerando dificuldades no que se refere à aprendizagem.
Diante disso podemos concluir a importância de compreender o que se passa nessa fase para melhor se relacionar com esses jovens que convivemos no dia a dia.